Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Dino suspende remoção de publicação de Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida

Ministro do STF determinou a retomada de postagens retiradas por ordem da Justiça Eleitoral e afastou a censura prévia.

Dino suspende remoção de publicação de Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida
Foto: Victor Piemonte/STF/Perfil Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retomada de uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. A decisão também alcança outras postagens removidas pelas plataformas digitais com base no mesmo fundamento.

A medida foi tomada após recurso apresentado pela defesa de Tabet contra uma decisão do ministro André Mendonça, que atuava no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mendonça havia ordenado a retirada do conteúdo por considerar que ele poderia ofender o senador Flávio Bolsonaro. Dino afastou a censura prévia e determinou que a ordem de liberação fosse encaminhada à Justiça Eleitoral e às plataformas.

Debate eleitoral e liberdade de expressão

A controvérsia surgiu depois que circulou nas redes sociais a afirmação de que Flávio Bolsonaro, se eleito presidente, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do país. Tabet publicou uma imagem da santa em tom de ironia e usou a expressão “família miliciana”, sem mencionar nominalmente o parlamentar.

Ao revisar a decisão anterior, Dino também afastou a multa diária de R$ 30 mil e a proibição de publicações com “narrativas equivalentes”. Para o ministro, intervenções do Estado na liberdade de expressão e no debate público devem ser excepcionais, sobretudo durante campanhas eleitorais.

Na decisão, expedida neste domingo, Dino afirmou: “Em um processo eleitoral a lesividade de uma decisão que tolhe a liberdade de expressão tem enorme gravidade, posto que o calendário eleitoral impõe etapas que geram danos irreparáveis pelo mero decurso do tempo”.

O ministro considerou ainda que não seria adequado presumir que a expressão usada pelo humorista se referia diretamente ao candidato do PL. Ele ressaltou a necessidade de preservar, no ambiente político, o debate sobre temas religiosos e avaliou que propostas e declarações de candidatos com impacto sobre a fé dos eleitores não devem sofrer intervenção judicial sem proporcionalidade.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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