Belo Horizonte, Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
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Peptídeos resistem a nuvens de ácido sulfúrico em simulação de Vênus

Experimento do MIT reproduziu nuvens do planeta e indicou que peptídeos podem manter sua estrutura em alta concentração de ácido.

Peptídeos resistem a nuvens de ácido sulfúrico em simulação de Vênus
Foto: NASA/Xataka

Há 70 anos, Vênus é considerado um possível local para a existência de vida, mas o conhecimento acumulado sobre o planeta revelou condições extremas. A atmosfera densa dificulta os estudos, enquanto a superfície apresenta temperaturas próximas a 500ºC, pressão esmagadora e nuvens de ácido sulfúrico.

Um estudo realizado por cientistas do MIT avaliou se essas nuvens poderiam, apesar de sua corrosividade, oferecer condições para a preservação de componentes associados à vida. A pesquisa não indica que seres humanos poderiam viver no local, mas examina o que poderia prosperar na atmosfera venusiana.

Simulação em laboratório

Os pesquisadores reproduziram em laboratório condições semelhantes às das nuvens de Vênus, com concentrações de ácido sulfúrico próximas a 98%. Depois, inseriram uma série de peptídeos, moléculas menores e mais simples do que as proteínas.

A expectativa inicial poderia ser de que o ácido destruísse essas estruturas por causa de sua alta corrosividade. No entanto, os peptídeos não foram destruídos durante o teste. Além disso, mantiveram o enovelamento, a forma tridimensional associada à estrutura das proteínas.

O resultado contrasta com a ideia de que as nuvens de ácido sulfúrico eliminariam necessariamente moléculas importantes para a vida. Estudos anteriores já haviam sugerido que as proteínas poderiam não ser destruídas nessas condições, e o experimento ampliou essa avaliação ao observar a preservação de seu enovelamento.

As conclusões tratam da resistência de componentes moleculares em um ambiente semelhante ao de Vênus. Elas não demonstram a existência de vida no planeta, mas oferecem um teste de laboratório para investigar essa hipótese em suas nuvens.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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